Um homem, num belo dia, colocou-me no meio de seu caminho. E eu, lá, fiquei a espiá-lo. Ombros caídos, olhar cansado, temeroso, confuso. Sim, achei-o um coitado. Mas o que será que o atormentava tanto?
O coitado gradativamente foi perdendo seu ar de submissão e adquirindo a raiva de um ser que se sente lesado. De inicio murmurrava palavras incompressíveis, desconectadas. Porém, algo eu ouvi com extrema clareza. "Maldita Pedra". Ah como os humanos são rídiculos. O que eu, um mineral inerte, posso ter feito a tão infame criatura?
Comecei um retrocesso de minha vivência 'rochística', tentando encontrar qualquer situação que poderia tê-lo afetado. Não obstante, não havia nada. Aquele mentecapto, como já disse, me carregou até o meio da estrada, e agora esbravejava como se fosse eu a culpada de sua ignorância. Dessa forma:
"Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha um homem"
E sobre esse homem e tantos outros semelhantes, pretendo discorrer minhas análises.
6 comentários:
Bravo Naty!
Maravilhosamente bem tu conduzes teus pensamentos na escrita. Tudo parece pouco claro no início, e de repente, tudo se torna evidente e de fácil compreensão.
Parabéns mesmo!!! Adorei o tema e as relações de pleonasmo e prosopopéia :)
*Mentecapto (hahaha, sei de quem tu plageaste tal predicado XDD)
Beijão Mineirinha ~~o/
Ah Brigada Dani..
Pois é x)
Beijo ~~~~o/ meu cabelo é maior que o seu haha
adorei a proposta, a maneira como o texto foi escrito, a intertextualidade...a imagem, o blog, tudo!
Enfim, seguirei-vos.
Muito Obrigada Jamile.
À medida do possível tentarei atualizar aqui.. :)
Muito bom, gostei.
Thanks
:)
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